Este site é pessoal e tem o foco principal, nas notícias e fatos de interesse de nosso povo e das nossas coisas. Então, significa que não temos equipe e nem tempo para informar tudo o que acontece em Baião e região, ficando ao nosso critério divulgar as informações mais relevantes.
"Vote na enquete, assista os vídeos, deixe seu comentário e divirta-se."
Loading...

domingo, 9 de agosto de 2015

RABETAS OU RABUDAS ABOLIRAM OS REMOS DAS ÁGUAS TOCANTINAS (Por Salomão Laredo)

RABETAS OU RABUDAS ABOLIRAM OS REMOS DAS ÁGUAS TOCANTINAS 
por: Salomão Laredo.
Nossas homenagem aos Pais em seu dia maior.
Salomão Laredo

Nosso poeta maior, sempre traz lindos textos  sobre nossa região. Estamos compartilhando este último.

e o que se vê é uma profusão de embarcações super coloridas batizadas com nomes conectados ao novo, contemporâneo e tradicional( "Um dia eu te pego" , Caridade", Viva Jesus" e tantos outros) dignos de pesquisa e letras embandeiradas abertas em estilos que merecem além do olhar estético à

 análise dessa arte popular aquaviária que circula pelo rio Tocantins, o mais bonito do mundo e encosta nos trapiches, pontas repontas, ilhas, furos, igarapés, portos e cheias de vida, as rabetas ou rabudas multicores fazem brilhar ainda mais a alegria da vida pulsante em nosso Baixo Tocantins, nas ilhas, vilas, povoados vários, casarios, areais e milhares de portos onde chegam às dezenas, 

centenas, transportando, ligeiras e velozes como os dias e a vida moderna, nossa gente, as mercadorias, carros, motos, combustível, comida, frutaria: açaí, pupunha, mapará de Tucuruí, jatuarana dos Furtados, branquinha, camarão, tucunaré do Maxi, filhote do Araquembaua, farinha, 

madeira, óleos, sementes, ingás, pão, vestuário à atividade cotidiana comercial ribeirinha, social de festas de santos e aparelhagens e motivos vários numa navegação útil e utilitária necessária pelas nossas lindas estradas líquidas repletas de aningais e aturiás e também de farta poluição aquosa nas


 manhãs, tardes, noites e madrugadas em que remos de faia, jacumãs tapuios, lisos ou pintados não fazem mais os tratos com os remeiros profissionais que junto com a força física na propulsão lenta das águas, saíram de circulação e isso merece uma boa meditação, bom estudo, análise, reflexão e pode dar surpreendentes trabalhos acadêmicos. ( texto e fotos: Salomão Larêdo)